O autismo, cientificamente conhecido como Transtorno do Espectro Autista (TEA), é uma síndrome caracterizada por alterações que costumam ser identificadas na infância, geralmente antes dos três anos de idade. O autismo causa problemas no desenvolvimento da linguagem, interação e comunicação do indivíduo.

Pela Lei 12.764, sancionada em 2012, a pessoa com transtorno do espectro autista é considerada pessoa com deficiência. No Brasil, cerca de 2 milhões de pessoas possuem algum tipo de autismo. A condição é quatro vezes maior em homens do que mulheres.

Em que pese ser reconhecido como uma deficiência para todos os efeitos legais, o autismo não é propriamente uma doença. Ativistas com TEA lutam por uma explicação menos patológica do autismo, definindo-o como uma condição neurodiversa.

A neurodiversidade consiste na ideia de que o desenvolvimento neurológico atípico é uma diferença como qualquer outra, como parte da identidade de cada um e que merece respeito. O desconhecimento sobre o autismo é uma das razões pela qual a condição ainda sofre preconceitos na atualidade.

Sintomas do autismo

O diagnóstico a partir dos sintomas de autismo costuma acontecer entre 1 ano e meio e três anos de idade, embora os próprios pais possam perceber os sinais costumeiramente a partir dos oito meses. O TEA possui diversas classificações, mas existem comportamentos recorrentes, sobretudo dificuldades na socialização e na própria comunicação – inclusive a não-verbal, como a dificuldade em fazer contato visual, até mesmo com a mãe na amamentação.

Uma criança com autismo costuma não dizer palavras simples até os 15 meses de vida. Também há falhas gestuais, tanto ao apontar para algo quanto para seguir o dedo dos pais ao apontarem para alguma coisa. Comportamentos restritos e repetitivos também são característicos desta condição. No entanto, cabe ressaltar que cada tipo de TEA é que indica a intensidade de todas essas dificuldades.

Causas do TEA

As causas do autismo ainda não são totalmente conhecidas. No entanto, sabe-se que fatores genéticos e hereditários são preponderantes para o transtorno.Complicações durante a gravidez ou parto também podem ter grande efeito no desenvolvimento da síndrome.

A propósito, pesquisadores norte-americanos descobriram em 2017 que o excesso de ácido fólico na gravidez também aumenta o risco de autismo – ainda que a dosagem correta do consumo de folato seja primordial para o neurodesenvolvimento do bebê.

Fatores externos como infecção por certos tipos de vírus também são considerados como causas do autismo, através da ingestão de determinados alimentos ou contato com substâncias intoxicantes como o chumbo e o mercúrio.

Quais são os tipos de autismo?

Conforme o último Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-V), diversas condições foram fundidas e passaram a integrar o chamado Transtorno do Espectro Autista. No entanto, basicamente podem ser determinados cinco tipos, a começar pelo transtorno autista, que possui ainda suas subdivisões.

Transtorno autista

O transtorno autista (ou autismo clássico) é delineado em graus e gravidade, apresentando uma grande heterogeneidade: uns não falam, outros falam perfeitamente, alguns são agressivos, outros vivem isolados. São os chamados autismos de baixo, médio e alto funcionamento, e cada um deles influencia a forma como a pessoa se comporta. Professores e pais precisam estar cientes de cada tipo para lidar da melhor maneira com estes níveis de intensidade.

Autismo de alto funcionamento

No espectro autista, este representa o nível de comprometimento mais leve da síndrome. Identificam-se competências linguísticas em atraso e comportamentos repetitivos, mas o indivíduo também pode ter um QI alto e uma facilidade extrema para uma determinada atividade.

Autismo de médio funcionamento

O autismo moderado caracteriza-se por dificuldades na comunicação verbal e alguns desafios propriamente emocionais, como sofrimento.

Autismo de baixo funcionamento

Este é o caso mais grave do espectro autista. Os sintomas são profundos: habilidades sociais muito limitadas, movimentos estereotipados e desafios emocionais extremos. É um nível que exige apoio substancial da família.

Síndrome de Asperger

É uma forma mais branda de autismo, que no passado já era bastante relacionada ao transtorno autista e hoje fazem parte do mesmo espectro. Este tipo é caracterizado por problemas com habilidades sociais, mas não apresenta nenhum atraso no desenvolvimento da linguagem.

Uma das peculiaridades de um indivíduo com a síndrome de Asperger é o hiperfoco. Ou seja, quando são muito interessados por algum assunto, costumam mergulhar fundo na pesquisa, enquanto outros param na superfície.

Transtorno invasivo do desenvolvimento (PDD-NOS)

Ao contrário da síndrome de Asperger, o transtorno invasivo do desenvolvimento envolve atraso do desenvolvimento cognitivo da linguagem. No entanto, também são sintomas mais leves do que os apresentados no transtorno autista.

Transtorno desintegrativo da infância (TDI)

Aqui trata-se de uma condição muito mais rara. No TDI, as habilidades da criança até desenvolvem-se normalmente nas primeiras fases, mas em um determinado ponto (de dois a dez anos de idade) elas se desintegram. É um processo súbito e crônico de regressão profunda.

Síndrome de Rett

Também é uma condição rara, que se manifesta através do atraso não apenas do desenvolvimento da linguagem, mas também da coordenação motora. O transtorno é causado por uma mutação genética, e por isso é o que mais se diferencia dentro do transtorno do espectro autista.

Tratamento do autismo

O indivíduo com TEA deve ser auxiliado com intervenções psicossociais e no desenvolvimento, além de ter suporte familiar e educacional. O tratamento varia de acordo com cada indivíduo e seu tipo de autismo, mas costuma ser feito com medicamentos prescritos, sessões de fonoaudiologia para desenvolver a linguagem e terapia comportamental e em grupo. O transtorno não tem cura e, apesar de ser associado à infância, é uma condição permanente também na fase adulta.

Apoio e respeito

Entre as instituições de apoio a pessoas com autismo, a Associação de Amigos do Autista (AMA) é uma das pioneiras, mas há outras no Brasil que também estão envolvidas com este tipo de apoio, como a APAE, o Instituto Autismo e Vida e a Associação dos Amigos da Criança Autista (AUMA). Quer conhecer mais e até contribuir para a realização deste trabalho solidário? Visite o site da AMA e seja um doador! Conheça mais sobre o blog da HUMAN!

 

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