Hoje em dia, existe uma infinidade de técnicas e vertentes terapêuticas que auxiliam os pacientes em seus tratamentos. Dentre elas, destacam-se as terapias com música e animais, sobre as quais falaremos mais dos benefícios para a socialização nesse texto.

A terapia com músicas e animais é uma vertente aplicada de diversas formas e em vários lugares do Brasil, e o potencial de cura delas é inegável. São ótimas opções para quem busca tratamentos alternativos para crianças e adultos.

Por destoarem em certo nível das terapias tradicionais, essas técnicas podem abrir outros leques de cura para seus pacientes, como o maior exercício da criatividade (no caso da música) ou mais contato com a natureza (no tratamento com os animais).

Altamente indicada para pessoas que necessitam de uma atenção especial, a terapia com músicas e animais voltada ao público autista e aos portadores da Síndrome de Down pode ajudar a desenvolver faculdades importantes de interação, socialização e confiança.

A música como ferramenta de cura

A terapia com música, ou musicoterapia, é uma técnica profissional de cura em que os sons são utilizados como forma de canalizar sentimentos e trazer paz, tranquilidade e autoconfiança para os pacientes. É uma junção entre a saúde e a arte.

De acordo com a União Brasileira das Associações de Musicoterapia, esse método é utilizado em várias instituições de referencial público, como centros de reabilitação e grande parte das APAEs. O CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) também implementa sessões com música como forma de integração e socialização.

A técnica também é utilizada em ONGs e diversos hospitais psiquiátricos. Além dessas instituições, a musicoterapia aparece em empresas, auxiliando os funcionários a diminuir a ansiedade e demais transtornos em seus trabalhos.

Algumas escolas realizam o tratamento com a musicoterapia para ajudar os alunos a melhorar a convivência entre si e a aumentar o nível de concentração deles, o que automaticamente auxilia no processo de aprendizado.

As sessões são feitas em salas com boa acústica nas quais as pessoas podem se sentir confortáveis e refletir sobre os sentidos que as músicas evocam. Outros recursos sonoros também podem ser utilizados, como instrumentos, vozes e ruídos. Enquanto a sessão acontece, o musicoterapeuta observa as reações do paciente, as anota e depois analisa os resultados.

A seleção musical, ao contrário do que muitos pensam, é feita sempre entre o musicoterapeuta e o paciente. Isso acontece porque as músicas precisam fazer sentido e ter significado para a pessoa obter resultados curativos em sua vida.

E não há uma regra pré-estabelecida para isso. Certos pacientes se conectam mais com rock, por exemplo, enquanto outros são mais movidos por blues, samba ou jazz. Cabe ao musicoterapeuta mapear esses sentimentos criados por cada tipo de som e criar um repertório satisfatório para cada sessão.

Projeto social com musicoterapia

No que diz respeito às pessoas com autismo, o Instituto Steinkopf desenvolveu o projeto ”Uma Sinfonia Diferente – musical para pessoas com autismo”.

Essa iniciativa, que foi idealizada pela musicoterapeuta Ana Carolina Steinkopf, é um recurso de tecnologia social que procura aliar a musicoterapia ao tratamento do autismo, promovendo saúde e bem estar.

O método desenvolvido por ela possui algumas etapas. Primeiro, os participantes se inscrevem. Depois, ensaiam uma apresentação musical em grupo, entrando em contato com o som, a melodia, a harmonia e o ritmo. Posteriormente, eles se apresentam em público, mostrando o resultado de seu trabalho em conjunto.

Eles realizaram sessões em grupo em vários lugares do país, como Ceará, Minas Gerais, Goiás e Distrito Federal, e o objetivo delas é valorizar o potencial das pessoas com autismo através da música.

Como as experiências foram bem sucedidas e trouxeram resultados, Ana Carolina pretende expandir o projeto para todo o país e consolidá-lo como metodologia científica de tratamento de autismo.

Os animais como co-terapeutas

A pet terapia ou Terapia Assistida por Animais (TAA), surgida na Inglaterra em 1792, é outro método alternativo de cura que pode ser empregado para a socialização de crianças e adultos, além de tratamento de diversas outras condições.

Existem infinitas formas de pet terapia, porém, em resumo, ela consiste no trabalho conjunto dos psicólogos profissionais com a atuação dos animais, os quais estimulam a criatividade e promovem a autoestima dos pacientes. Na pet terapia, portanto, os animais são colocados na função de “co-terapeutas”, agindo como seres facilitadores no processo em conjunto com os terapeutas que idealizam e guiam cada sessão.

Os animais mais utilizados, em geral, são os cães (inclusive existe uma variação dessas técnicas só para eles, que é a cinoterapia), porque apresentam comportamento mais dócil e são mais fáceis de adestrar, o que faz com que o processo de terapia flua melhor. Os cavalos também são recorrentemente usados em tratamentos, e o nome dessa vertente é a equoterapia.

Iniciativas terapêuticas com animais

Existe em Belo Horizonte (MG) um projeto chamado “Um dia de Cão”, que é um trabalho viabilizado pela Universidade Federal de Minas Gerais.

Nesse projeto, primeiramente os cães passam por um adestramento, garantindo que tenham bom comportamento ao lidar com os pacientes. Os animais também tomam banho e têm as bocas e patas limpas para entrar em contato com as pessoas.

Essa iniciativa promove encontros mensais entre as pessoas e os animaizinhos. A partir dessas sessões e das atividades desenvolvidas nelas, os pacientes relatam grandes melhorias em seu bem-estar, propiciadas pelo contato com os cães e o sentimento de colaboração instigado por essa aproximação.

Também em Belo Horizonte, o Cepel (Centro de Preparação Equestre da Lagoa) promove dinâmicas de equoterapia, que é modalidade em que os cavalos são usados como co-terapeutas dos pacientes. Por volta de 150 pessoas são atendidas por esse centro.

A equoterapia se caracteriza por ter uma abordagem interdisciplinar do tratamento, com o trabalho conjunto de psicólogos, fisioterapeutas e neuropediatras, por exemplo.

Com sessões semanais que variam entre 30 e 40 minutos, os pacientes sentem melhoras até mais potentes do que os consultórios, pois outros aspectos são trabalhados, como o equilíbrio, a força e a confiança que eles têm neles mesmos.

Para pacientes com autismo, são utilizados cavalos mais mansos como tratamento, pois o foco da terapia está em ajudar a pessoa a desenvolver laços afetivos, o que é de grande ajuda para sua socialização.

Portanto, a terapia com músicas e animais proporciona grande satisfação para os pacientes, ajudando a diminuir níveis de estresse e ansiedade, além de facilitar o processo de socialização e interação, principalmente quando feitas em grupo.

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