Sabia que você pode estar sofrendo algum tipo de preconceito, mas sem saber? Hoje, com o avanço dos estudos na área jurídica e sociológica, podemos observar com maior clareza os tipos de preconceitos que fazem parte, sobretudo, desta sociedade e, assim, tomar alguma medida com o objetivo de combatê-lo, seja denunciando ou abraçando causas que intencionam isso.

A seguir, conheça os diversos tipos de preconceitos que existem e alguns casos que repercutiram. Saiba também o que fazer quando passar por alguma situação de preconceito ou presenciar alguma cena nesse sentido!

Racismo

O racismo é crime e decorre da ideia de que uma raça é superior a outra. Um exemplo claro de racismo na história do mundo, que teve grande repercussão, foi o Nazismo, com a ideia de que a raça ariana era superior a qualquer outra. Justificativa que fez com que o governo da época assassinasse milhões de pessoas, como judeus, mulheres, gays e ciganos, por exemplo.

Machismo, misoginia e sexismo

O machismo é uma prática social antiga, que teve sua origem na sociedade primitiva, quando o homem passou a observar a mulher como objeto e não como ser humano, como afirmam diversos especialistas em estudos de gênero.

Indo mais além, o machismo pode ser visto de diversas maneiras, como, por exemplo, a partir da ideia de que o homem é mais capacitado do que a mulher ou que apenas o homem deve frequentar certo ambientes e a mulher, não.

Contexto que também reflete o sexismo, preconceito que pode ser entendido como o comportamento que justifica a desigualdade entre homens e mulheres, em qualquer que seja a esfera: trabalho, política, educação, etc.

Isso era é muito comum no século XX, época em que o homem liderava a maioria das funções e cargos de autoridade, limitando o papel da mulher na sociedade.

Um ótimo filme que retrata cenas do machismo do século passado é Estrelas além do tempo. Vale a pena assistir!

O machismo anda lado a lado da misoginia, vale dizer, que é também visto como outro tipo de preconceito.

A misoginia pode ser entendida como a manifestação de repulsa às mulheres, comportamento que tem tirado a vida de muitas, conforme a ONU.

Homofobia, lesbofobia e bifobia

Alguns historiadores afirmam que a homofobia e a lesbofobia nasceram a partir do surgimento do cristianismo, quando a igreja passou a fazer parte do estado, interferindo na vida da sociedade.

Preceitos do cristianismo observavam a relação entre dois homens ou entre duas mulheres como algo a ser combatido, com base na justificativa de que Deus fez o homem para mulher e vice-versa, tanto que hoje ainda vivemos o espectro dessa imposição.

A homofobia e lesbofobia ainda não são considerados crimes pela lei penal brasileira, mas a Constituição Federal de 1988 traz em seu art. 3 que a lei punirá qualquer discriminação atentatória aos direitos e liberdades fundamentais. Portanto, qualquer pessoa pode se relacionar com quem assim desejar, seja do sexo masculino ou feminino.

Bifobia

A bifobia, assim como as outras duas categorias destacadas, também sofre preconceito, sobretudo por quem não aceita a liberdade sexual do outro, querendo assim impor um padrão.

A bifobia é uma prática social antiga, vale dizer, muito observada pelos gregos e romanos, que buscavam satisfazer seus desejos sexuais tanto com homens como com mulheres. Eles tinham repulsa pela monogamia, curtindo assim os prazeres da carne.

Alguns artistas já se posicionaram a favor da bissexualidade, afirmando que, inclusive, foram e são. Alguns nomes conhecidos nesse sentido são Frida Kahlo, Cazuza, Angelina Jolie e Preta Gil.

Gordofobia

A gordofobia é manifestada de diversas maneiras, sobretudo a partir do constrangimento e da prática de bullying que começa nos primeiros anos escolares.

Materializa-se também a partir dos padrões sociais de beleza, que classifica o corpo magro como algo belo e o corpo obeso como um problema que precisa de solução.

É muito comum as pessoas sofrerem esse tipo de preconceito, o que atinge a sua autoestima e pode fazê-las, nas situações mais graves, tirar sua própria vida. Portanto, todo respeito ao próximo é pouco. A vida vale bem mais do que qualquer pensamento egoísta.

A gordofobia não é crime no Brasil. No entanto, alguns casos vêm sendo tratados como crime de injúria.

Transfobia

A transfobia é uma prática recente, historicamente falando. Ganhou maior repercussão à medida que os travestis, transexuais e transgêneros passaram a lutar pelos seus direitos e lugar na sociedade.

Hoje, a transfobia se tornou um problema público, sobretudo no Brasil, país que ocupa o ranking mundial de assassinatos a pessoas que pertencem a esse grupo, conforme a Agência brasileira de comunicação.

A transfobia se materializa de diversas maneiras, como: palavras negativas, evitamento, exclusão, eliminação e subjugação.

Elitismo, xenofobia, intolerância religiosa e preconceito linguístico

Elitismo é um tipo de preconceito social que se baseia na divisão de classes: pobres e ricos. Geralmente, parte da classe com maior poder aquisitivo.

Entenda, no entanto, que pode existir o elitismo dentro de uma mesma classe social. Isso acontece quando certas pessoas se acham superior a outras por ter um pouco a mais de recursos financeiros e materiais.

Podemos observar o elitismo com maior intensidade na época eleitoral, período em que os ânimos se acirram, fazendo com que certas pessoas se sintam melhores que outras. Um caso nesse sentido são os diversos comentários lançados pelos paulistas contra os nordestinos, com a justificativa de que são mais inteligentes e fazem parte de um poderoso polo industrial.

Tal atitude também se configura como xenofobia. A xenofobia é a profunda antipatia por aquele que não faz parte de seu meio, geralmente pessoas de outras regiões ou estrangeiros.

Convém mencionar que a xenofobia é crime, segundo a Constituição Federal de 1988.

A xenofobia produz outros comportamentos inadequados (ou anda lado a lado), como o preconceito linguístico e a intolerância religiosa. Um exemplo muito comum nesse sentido é a aversão que sem tem contra os muçulmanos (estrangeiros), em razão de sua filosofia religiosa. Preconceito que é alimentado, sobretudo, pelas grandes potências mundiais, como os Estados Unidos.

A discriminação linguística pode ser entendida como uma prática aversiva em relação à diferenciação discursiva do outro. Com frequência, podemos ver casos de discriminação linguística com os nordestinos, sobretudo por conta de seu sotaque, o qual é comumente vinculado a um personagem caricato, que pertence ao campo e não tem o que comer e nem beber.

Preconceito contra deficientes

Por fim, temos ainda o preconceito que é desferido contra os deficientes físicos, não só por pessoas físicas, mas, sobretudo, por pessoas jurídicas.

Ao longo da história da sociedade, como bem sabemos, os deficientes sempre foram excluídos e até mesmo eliminados com a ideia de que não eram “perfeitos”.

O documentário “Arquitetura da Destruição”, dirigido por Peter Cohen, apresenta muito bem isso, quando, por exemplo, revela imagens de pessoas deficientes que foram assassinadas por conta de sua condição física.

Hoje, depois de muita luta, os deficientes já conquistaram vários direitos, dentre eles um percentual no mercado de trabalho para exercer suas faculdades laborativas.

Como lidar com o preconceito?

A maneira mais eficiente para lidar com o preconceito e combatê-lo é denunciado os casos que observarem aos órgãos competentes para investigá-los e, assim, tomar as medidas legais.

Atualmente, devido à importância do tema, foram criadas delegacias especializadas — na maioria dos estados do Brasil — para combater a intolerância religiosa, étnica, de gênero e quaisquer outras formas de discriminação que tirem da pessoa o direito de ser livre e feliz.

Como pudemos ver, existem diversos tipos de preconceitos, alguns, inclusive, conexos, como é o caso da xenofobia. As razões que levam uma pessoa a ser xenófoba podem ser várias, como: intolerância religiosa, preconceito linguístico, elitismo, o que é o caso, por exemplo, do eurocentrismo, a ideia de que a Europa é o centro de tudo.

Agora que conhece os principais tipos de preconceitos, tome cuidado e cuide bem de quem você deseja o bem. Não tolere o preconceito, denuncie! Assim, podemos construir um mundo melhor para todos.

Caso tenha gostado deste texto e deseje ler outros, acesse o HUMAN blog! Nele, estamos sempre publicando conteúdos educativos que podem mudar visões e construir, assim, uma sociedade bonita, plural e feliz.

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