Até o século passado, pouco se pensava a respeito do capitalismo consciente. A maioria das empresas se preocupava somente em como conseguir aumentar suas vendas e obter, a partir disso, altos lucros. Além disso, o pensamento da época era engessado e pouco preocupado com as questões sociais, culturais e ambientais, pelo menos é o que apontam alguns pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP).

No entanto, com o avanço da ciência e da tecnologia, o capitalismo consciente se tornou central, ocupando a esfera pública e passando a ser objeto de discussão nas grandes, médias e pequenas corporações. Hoje, mais do que um estilo de vida “empresarial”, o capitalismo consciente é fator fundamental de diferenciação competitiva.

A seguir, saiba mais sobre a importância dessa solução para o seu bem-estar e como ela é fundamental para os microempreendedores!

Afinal, o que é capitalismo consciente?

Hoje, o capitalismo consciente se tornou objeto de estudo dos cientistas e um modelo econômico-empresarial capaz de gerar valor para uma marca ou microempreendedor. Considera-se que essa solução ganhou importância à medida que as organizações perceberam que pensar somente no lucro já não era (e não é) capaz de garantir a sua sobrevivência no mercado.

De acordo com a Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anafac), o capitalismo consciente é uma nova política de atuação ou abordagem que ajuda uma empresa a conduzir seus negócios, observando valores que promovem a prosperidade e a interligação de toda a cadeia de valor para atingir metas de maneira justa e equilibrada.

Em outras palavras, é uma prática na condução de negócios que cria, ao mesmo tempo, diferentes valores para todos os envolvidos, e não apenas lucro e geração de renda, de modo que, com isso, seja gerado bem-estar social.

É um estilo de gestão que vem sendo adotado por diversas organizações do mundo, sendo algumas delas a Starbucks, Coca-Cola e Pão de Açúcar, por exemplo, e mudando a realidade de muitas pessoas.

Quais são os principais pilares do capitalismo consciente?

O capitalismo consciente se sustenta em quatro pilares, conforme alguns estudiosos, sendo estes:

1. Propósito maior

O capitalismo consciente estimula as organizações a terem um propósito maior. Em outras palavras, solicitam que elas parem de pensar somente em si para pensar em todos os seus públicos, pois entende que assim não só poderão gerar valor para os envolvidos, como também obter resultados financeiros ainda melhores.

Um exemplo nesse sentido é o que o Google faz pelas pessoas. A empresa organiza as informações do mundo todo e as tornam acessíveis, contribuindo assim para a democratização do conhecimento. Assim, ela não só pensa em lucro (poderia, por exemplo, cobrar pela consulta aos dados), mas também no desenvolvimento intelectual das pessoas, sendo este um valor imensurável.

2. Cultura e gestão conscientes

Esse modelo de capitalismo tem a cultura e gestão consciente como centro para desenvolver ações em prol de todos. Acredita que é possível construir um negócio baseado no amor e no bem-estar geral, sem causar, portanto, consequências, que podem não só prejudicar a saúde das pessoas, mas também destruir sonhos.

A cultura do capitalismo consciente reflete os seguintes valores:

● Adesão à verdade;

● Consciência em relação ao que é certo, em detrimento do que é legal e socialmente aceito;

● A defesa da integridade;

● Adesão ao diálogo como forma para resolver os problemas e garantir o bem-estar para todos.

● O respeito ao meio ambiente e à diversidade social e cultural.

3. Líder consciente

Um líder consciente conduz as suas operações de forma sensível, transparente, cuidadosa, amorosa e servil. Não pensa somente em seu bem-estar, mas no de todos aqueles que possuem relação direta e indireta com a organização para a qual trabalha.

Além disso, tem total clareza de pensamento em relação às consequências de suas atitudes. Por isso mesmo, pensa com cuidado antes de tomar uma decisão e sempre busca preservar o direito das pessoas, bem como sua integridade.

4. Stakeholders independentes

Sem os stakeholders, o capitalismo consciente não faria o menor sentido, ousamos afirmar. Eles existem justamente para garantir que todos os públicos de uma empresa possam ser beneficiados, como por exemplo, os clientes, funcionários, investidores, fornecedores e o pessoal da comunidade onde a organização está instalada.

Os públicos de uma empresa compreendem um sistema interdependente que, ao se criar valores para todos eles, tal mecanismo avança, gerando entre a marca e os envolvidos um relacionamento autêntico e duradouro, firmado à base da cooperação.

A economia consciente produz melhores resultados

De acordo com André Kaufmann, fundador e presidente do Instituto Capitalismo Consciente Brasil, a economia consciente trabalha para todos e pode promover os seguintes resultados:

● Redução de gastos em decorrência de atividades jurídicas, visto que a economia consciente reduz as demandas e elimina os conflitos que atitudes não conscientes podem gerar;

● Melhora a performance dos colaboradores, uma vez que poderão se sentir satisfeitos em trabalhar para uma organização que se importa com todos os envolvidos, incluindo eles mesmos;

● Evita gastos volumosos com marketing, tendo em vista que a economia consciente pode gerar mídia espontânea, reputação positiva e uma boa imagem perante a sociedade;

● Aumenta o poder de resiliência da organização em tempos difíceis.

A importância da economia consciente para os microempreendedores

De acordo com a IstoÉ Dinheiro, o Brasil alcançou um novo recorde no número de microempreendedores. Somente em fevereiro de 2018, foram criadas mais de 138 mil novas empresas nesse segmento, número que representa um crescimento de 14,4%, quando comparado com o mesmo mês do ano passado.

São empresas que atuam nos mais diversos setores do mercado, envolvendo-se assim com vários públicos. É importante que esse crescimento seja acompanhado da consciência de introduzir novos produtos no mercado à base da economia consciente. Quem ganha com isso são tanto os empreendedores, que passam a obter melhores resultados financeiros e aceitação social, cultural e ambiente, como os públicos que se relacionam com eles, que passam a se alimentar de valores éticos, sustentáveis e responsáveis.

A economia consciente é uma via de mão dupla. Para introduzi-la em seu negócio, é preciso pensar duplamente, tanto no seu bem-estar como no de seus consumidores, fornecedores, comunidade, governo e investidores. Dê um passo a mais e pense sempre no bem coletivo, assim, a sua empresa cresce de forma sustentável e resiliente.

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