A expressão alfabetização nunca ganhou tanta evidência como nos últimos anos. Ela virou não só objeto de estudo de pesquisadores de diversas universidades do Brasil, mas também de política pública e ocupou as principais manchetes dos jornais por um longo tempo, principalmente a partir dos anos 2000, quando o Governo Federal passou a vê-la como uma ferramenta fundamental para o desenvolvimento do país, tanto em termos de educação como de economia e cultura.

Ainda assim, poucas pessoas sabem, de fato, do que se trata a alfabetização, mas no texto de hoje abordamos o essencial a respeito do tema, como: o que é, sua história no Brasil, principais medidas tomadas pelos governos, associações que apoiam essa iniciativa e algumas curiosidades sobre o Dia Internacional da Alfabetização. Se estiver interessado em saber mais, continue a leitura!

Breve história da alfabetização no Brasil

Pode-se dizer que a história da alfabetização no Brasil começa por volta dos anos de 1880, segundo pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

De acordo com eles, é nesse período que a sociedade brasileira passa a se preocupar de forma mais significativa com a leitura, pois a via como uma possibilidade de adquirir conhecimentos novos e variados. É importante destacar que, nessa época, alfabetizar era sinônimo de civilizar, de preparar as pessoas para viverem em sociedade — pensamento que é compartilhado até hoje.

De 1880 até 1920, imperou o tecnicismo como método de alfabetização da sociedade. Tal técnica consistia em separar teoria e prática, ou seja, as pessoas aprendem e somente depois praticam. De 1920 até 1970, o método de ensino que predominava era o ABC, o qual tinha por objetivo avaliar a maturidade de leitura e escrita das crianças e adultos. De 1970 até os dias atuais, o letramento figura como método principal de alfabetização. Ganhou maior força a partir dos anos 2000, com a transformação de alfabetização em política pública e como fator necessário para o desenvolvimento social, econômico e cultural das pessoas.

O que é alfabetização?

Antes de tudo, cumpre destacar que letramento é diferente de alfabetização.

O primeiro, diz respeito ao desenvolvimento do uso efetivo e competente do código linguístico nas demandas sociais do dia a dia. O segundo, por sua vez, faz referência à capacidade individual de utilizar corretamente o código de comunicação (língua portuguesa), apropriando-se da escrita e da leitura para interpretar textos verbais e não verbais, construindo e reconstruindo significados.

Alguns dos principais métodos de alfabetização são: leitura do alfabeto, combinação de letras para formar palavras, leitura de sílabas e de palavras para constatar a correta pronúncia.

No âmbito da alfabetização, o objetivo é fazer a pessoa se tornar capaz de ler e escrever. Ler é o ato de compreender palavras, frases e textos dentro de situações específicas. Já escrever é a capacidade de formar palavras e frases com sentido, a partir do uso do alfabeto, no cotidiano.

Principais medidas de alfabetização adotadas no Brasil

A partir da promulgação da Constituição Federal de 1988, na visão de pesquisadores da Universidade Federal da Fronteira do Sul (UFFS), várias políticas públicas foram criadas para atender ao princípio constitucional que garante acesso à escola pública de qualidade para todos. Entre essas políticas, está a criação do Plano Nacional de Educação, que estabelece metas que devem ser alcançadas dentro de um determinado prazo.

O Plano Nacional de Educação tem, geralmente, o prazo de validade de 10 anos. Durante esse período, é dever do estado trabalhar para alcançar as metas definidas e elaborar ações que buscam assegurar o acesso ao ensino de qualidade para todos.

Entre as variadas políticas criadas para fortalecer a alfabetização da sociedade brasileira, duas se destacam: Programa Nacional de Inclusão de Jovens (ProJovem), programa do Governo Federal que busca garantir que jovens excluídos da escola e da formação profissional possam frequentar o ambiente escolar e, assim, serem alfabetizados.

O segundo é a Educação para Jovens e Adultos (EJA), modalidade de ensino que abrange pessoas que não frequentaram a educação básica na idade adequada. É um programa do Governo Federal que permite que as pessoas sejam alfabetizadas fora da idade escolar adequada.

O Dia Internacional da Alfabetização (quem criou e como surgiu este dia)

O Dia Internacional da Alfabetização é celebrado em 8 de setembro, e foi a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) que oficializou essa data em 26 de outubro de 1966, em uma conferência geral do órgão. O seu principal objetivo é destacar a importância da alfabetização para o desenvolvimento das pessoas, comunidades e sociedades, em geral.

Mas qual é a história por trás dessa data? De acordo com dados da Unesco, quase 1 bilhão de pessoas no mundo são analfabetas, não têm habilidades mínimas de alfabetização, como saber ler e escrever. O órgão destaca ainda que a maioria são mulheres e crianças.

No Dia Internacional da Alfabetização, alguns dos temas defendidos são “Educação para todos”, “Educação e paz” e “Alfabetização e capacitação”.

Associações que contribuem para a alfabetização

No Brasil, contamos com diversas instituições que contribuem para a elevação da escolaridade das pessoas. Uma delas é a Alfabetização Solidária (AlfaSol), organização social, sem fins lucrativos, que promovem ações de alfabetização e de educação profissional para jovens e adultos. Ela foi criada em 1996 e já atendeu a 5,6 milhões de alunos, capacitou mais de 260 mil educadores e prestou assistência a mais de 2,3 mil municípios.

Outra, que é também referência na área, é a Associação Brasileira de Alfabetização (ABAlf), cujo patrono é Paulo Freire. Está entre os seus objetivos promover ações que busquem garantir a alfabetização de pessoas que não puderam, por razões diversas (como trabalhar), frequentar o ensino regular.

A alfabetização é um processo necessário, como vimos, pois pode garantir que as pessoas desenvolvam não só a escrita e a leitura, mas utilizem essas ferramentas para interagir em sociedade e ter acesso a bens culturais, como livros, artigos, artes, cinema, música entre outros.

A alfabetização gera respeito aos diversos grupos sociais e culturais.

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