Opa, esse papo parece estranho pra você? Calma, abre a cabeça e vamos conversar: primeiro, vamos entender o que é um alimento cru. É considerado cru todo alimento que não é aquecido a nenhuma temperatura superior a 42º – 48ºC, mais ou menos a temperatura que a mão aguenta sem desconforto. Dentro desse universo da alimentação crua, há diferentes correntes de pensamento e prática.

Foto: @marthamax

Os crudívoros no geral defendem a ideia de que processos de cozimento afetam negativamente a capacidade nutritiva do alimento. Os frugívoros se alimentam majoritariamente de frutas e folhas e apenas uma pequena quantidade de oleaginosas (alguns nem isso). Há também a alimentação viva que consiste em alimentos crus que tem como base sementes germinadas ou brotos, os praticantes dessa alimentação consideram vitalidade dos vegetais como a fonte essencial de alimento.

É claro que essas tendem a ser visões mais holísticas, que não costumam ser estudadas nas universidades de nutrição ou divulgadas nas revistas de dieta, mas o fato é que muitas pessoas experimentam significantes mudanças no seu campo biológico através da prática dessa alimentação. Há relatos de pessoas que reverteram quadros de doença sérios com a prática da alimentação crua, que transformaram a relação com a comida por completo.

Foto: @marthamax

A minha experiência com a alimentação viva é a melhor possível, em uma temporada me alimentando 100% de alimentos crus e vivos, experimentei uma melhora significativa no meu problema de tireóide, muita disposição, melhor performance física e mental, melhoria de condicionamento físico e uma melhora muito impressionante nas alergias respiratórias que me perturbavam toda manhã e noite e muitas vezes durante um dia inteiro. Por isso sigo tendo o alimento cru como maioria no meu cotidiano.

O mais interessante da prática dessa alimentação, é descobrir um novo mundo de possibilidades, deixar um pouquinho de lado aquele apego afetivo que certos alimentos proporcionam, aprender a manipular a comida com a mão, descobrir que podemos mudar a textura de um alimento apenas com o calor das mãos, técnicas de corte e temperos. Estar em contato com a textura e cheiro dos alimentos transforma muito a nossa relação com o ato de comer. Fermentação e desidratação são outras técnicas que proporcionam uma experiência alimentar muito especial, sem precisar de fogo, assim como amornar os alimentos no fogão usando as mãos para perceber a temperatura.

Foto: @marthamax

Além dos benefícios na promoção da saúde, o contato com os alimentos crus nos aproxima da nossa ancestralidade, nos faz ter contato com a comida de verdade, integral e nos faz perceber que as coisas não surgem magicamente nas gôndolas do supermercado, tudo precisa de terra, água e sol para crescer e nós nos alimentamos também, da energia dessa terra, dessa água e desse sol.

Eu te convido a introduzir mais alimentos crus na sua vida e a dedicar um tempo para observar as cores, sentir o cheiro e apreciar a textura de cada um deles.

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