Confesso que fiquei um bom tempo olhando para o teclado antes de começar a colocar esse texto pra fora e falar sobre tristeza. Primeiro porque é difícil demais admitir: “sim, estou triste, estou me sentindo mal e não sei como ou quando vou melhorar”. A gente se sente culpada por estar triste. Principalmente quando a tristeza, parece não ter motivo aparente. Não aconteceu nada realmente grave, tem um teto sob a nossa cabeça, não sofri nada ruim.

Às vezes, desabafar deixa tudo mais complicado. “Você precisa sair mais”, “vem, vai ser divertido, “mas olha o fulano, ele sim tem motivo para estar triste”. Nós mesmas não aceitamos a nossa tristeza. Criamos fugas e ficamos fingindo que ela não está lá, mantemos nossa cabeça ocupada com coisas úteis ou nem tão úteis assim. Quem nunca assistiu 3 temporadas de uma série na Netflix em um dia só para não ter que lidar com a própria realidade?

E quando a gente menos espera, não tem mais vontade de sair da cama, a lista de “to do” continua igual e as coisas só se acumulam… O que faz a gente perder a vontade de agir? Seguir adiante? O que faz com que a gente veja a vida em preto e branco?

tristeza

A verdade é que uma tristeza sem motivo, tem motivo. O grande problema é que a maioria das vezes, a gente se conecta mais com o sentimento, ou seja, com a dor, do que com os motivos que nos levou até ela. Passamos dias, semanas, meses e às vezes até anos deixando algo ali no cantinho, sem resolver, achando que não precisamos dar atenção. Que é só distrair a cabeça, que já superamos… e aí, um tempo depois, vem a angústia, a dor, a tristeza.

Como podemos superar esse sofrimento? Como sair desse estado de tristeza? O Primeiro passo, que estou tomando nesse processo é entendendo que eu não sou essa dor. Essa dor não me define. Ela faz parte de mim, mas ela não sou eu. Por que quero ter como parte da minha personalidade um sentimento que me faz mal? O quanto a gente se define por sentimentos ruins, né? “Eu sou triste”, “sou desanimada”, “sou nervosa”.

Acho fundamental para a jornada de autoconhecimento entender nossas sombras. Compreender que não somos só “luz” ajuda a gente a ter uma vida mais verdadeira e honesta com nós mesmas. Mas o mais importante de entender nossas sombras é saber que quando nós as conhecemos e aceitamos elas podemos, de fato, mudar, melhorar, nos curar.

Estou começando a entender que, pra mim, a tristeza tem muito a ver com a necessidade de cura. É uma forma do meu corpo, minha mente, mandar um recado que preciso revisar algo dentro de mim, desembolar algum nó. Estou percebendo que se eu começar a me conectar mais com a raiz da minha tristeza e menos com a dor gerada por ela, posso começar meu processo de cura, rumo a felicidade. Refletir sobre a tristeza, mas não mergulhar nela. É um processo complicado, mas estou exercitando.

É difícil pra mim admitir que estou triste e que ainda tô no processo de entender os motivos. Mais difícil ainda porque trabalho com autoestima, que tem muito a ver com ter uma visão positiva de si mesma. Mas é exatamente como falo no Chá de Autoestima: O processo de desenvolvimento do amor próprio é eterno. E temos altos e baixos. E mentir pra vocês que estou sempre bem é mentir pra mim mesma. E eu quero passar nessa vida sendo verdadeira, superando meus problemas de verdade.

Não sei dizer exatamente como cheguei até aqui, nesse momento que me sinto triste. Acho que acumulei muitas coisas que não resolvi por completo e acelerei processos de cura que eu deveria ter vivido com mais verdade e menos de forma prática.

Como a tristeza rouba nosso ânimo, temos a tendência a jogar ela pra debaixo do tapete, pra seguir a vida, antes de compreender tudo que ela quer contar pra gente. No momento, estou me permitido sentir para assim, entender. Se você também está se sentindo triste, tente perceber a tristeza como um sintoma de alguma doença. Faça um mergulho interno e tente entender qual é essa doença, para assim, você seguir rumo a sua cura.

Escute suas emoções. Analise sua vida e tente compreender o que está te incomodando de verdade, o que você gostaria que fosse diferente, o que você não superou, o que precisa expurgar. Algumas coisas podem ser mudadas e dependem de você, outras não. Mude o que pode ser mudado e aceite o que não depende de você. Muitas vezes a gente se sente triste porque lutamos contra aquilo que não pode ser mudado por nós. E gastamos energia e força, remando contra a maré.

Eu confesso que sou dessas. Estou me educando a fazer o seguinte exercício: O que na minha realidade atual me incomoda e eu vejo sempre pelo lado negativo? Como enxergar o lado positivo dessa situação? Quando estamos tristes temos a tendência de reclamar de tudo e a real é que sempre temos muito mais para agradecer.

Pequenas mudanças (que são difíceis de fazer quando estamos tristes, mas temos que tentar) também fazem muita diferença. Como fazer exercícios e comer alimentos ricos em vitaminas e nutrientes. A nossa tendência natural quando estamos nos sentindo pra baixo é comer alimentos como pizza, sorvete ou não comer nada. Mas a nossa alimentação pode ajudar e muito no nosso processo de cura.

Você sabia que os alimentos amarelos como banana, melão e maracujá podem ser aliados? A ciência diz que pessoas que consomem mais alimentos amarelos tendem a ter maiores níveis hormonais relacionados à felicidade. Estudos comprovam que exercícios físicos também são um grande aliado da cura da tristeza.

É difícil demais levantar e ir pra academia ou preparar uma refeição saudável quando a gente só quer desaparecer. Mas não é válido a tentativa de fazer essa dor sumir? Tô escrevendo esse texto pra vocês e pra mim. Uma busca de cura coletiva.

Eu ainda não estou conseguindo fazer muito por mim, mas já dei um grande passo entendendo o que me levou até aqui. Superar a tristeza tem a ver com aprender a superar brigas, separações, situações novas, situações que não saíram como você imaginava. Tem a ver com conviver bem com mudanças, entender suas emoções, entender a realidade e a vida. Por isso, vale o esforço, vale a tentativa.

Eu acho que nunca contei por aqui, mas eu tive depressão ainda na adolescência. Com 13 anos, eu saí da escola e passei 2 anos praticamente sem sair de casa. O tempo passou, eu melhorei, voltei pra escola, refiz minha vida social, mas ao longo da vida, senti várias vezes a depressão batendo ali na porta. Então antes de qualquer coisa, se você acha que sua tristeza pode ser depressão, procure ajuda. Existe uma linha tênue entre estar triste e estar depressiva. Não tenha medo ou vergonha de buscar ajuda se você acha que está em depressão. É seu direito ter uma vida plena e feliz.

E agora no final desse texto, eu faço a pergunta do título: Por que sentimos  tristeza e como podemos vencê-la? Bom, eu acho que sentimos a tristeza porque nosso corpo está pedindo um olhar mais cuidadoso, mais carinho, mais profundo para dentro de nós mesmas. Muitas vezes ela vem para chamar a atenção para algo que estamos negligenciando.

Que tal ter esse olhar mais positivo sobre a tristeza e se comunicar com o sentimento para entender o que ele quer nos dizer? E como podemos vencer a tristeza? Eu acredito que com coragem, verdade e amor. A coragem impulsiona a gente a encarar de frente o que nos levou a tristeza e pensar em soluções realistas para a nossa vida.

A verdade faz a gente lutar pela cura de peito aberto. Deixar a tristeza pra trás exige movimento, exige se entregar ao processo de entendimento e cura interna. A fórmula não existe. É individual e você tem que construir a sua jornada de cura. Estou no processo de entender que essa sensação tem sim motivos, o que é bom, porque dessa forma, existe um jeito de melhorar. Vamos juntas entender nossa tristeza, como parte fundamental para caminhar rumo a nossa felicidade.

Dica de filme para assistir: Divertida Mente

Dica de filme para ler: A vida ama você da Louise Hay

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