O preconceito é um dos temas mais discutidos atualmente, talvez pelo fato de que as redes sociais digitais passaram a divulgar, com mais frequência, casos que acontecem no Brasil e no mundo, alertando assim a todos para esse problema que precisa ser combatido.

O que era bem diferente em se tratando da mídia tradicional (rádio, TV, revistas impressas, jornais impressos etc.), que circulava, e até hoje faz isso, somente o que lhe interessava. Devido ao desenvolvimento tecnológico, os anos de glória da mídia tradicional acabaram, conforme os comunicólogos.

Então, ainda que seja bastante debatido, muitas pessoas desconhecem o conceito de preconceito e sua origem, limitando-o somente a casos específicos. Para ampliar, assim, a visão dessas pessoas, fizemos este texto, abordando tal problemática social de maneira mais profunda. Caso também se enquadre nessa situação, continue a leitura deste artigo e descubra mais!

Origem e evolução do preconceito

O preconceito é uma prática social que já está presente na sociedade há milênios. Não se sabe ao certo quando surgiu, no entanto, existem registros históricos que apontam a manifestação do preconceito já na idade primitiva, quando, por exemplo, o homem passou a dividir tarefas entre o sexo masculino e feminino, estabelecendo assim divisões sociais.

Ao homem cabia tarefas como a caça, por exemplo. No caso da mulher, elas cuidavam dos filhos e da casa, sendo muitas vezes submetidas às condições degradantes que, se olhadas a partir da ótica contemporânea, poderíamos considerar como regime de escravidão.

A partir daí, criou-se um estigma em relação à mulher, que a qualificava como frágil e incapaz de realizar tarefas pesadas. Prática que ainda é notada nos dias atuais, se pensarmos bem.

Com o passar do tempo, outros tipos de preconceitos foram surgindo. Alguns, afirmam certos especialistas, a partir da influência do cristianismo, que passou a ditar regras de convivência, criando grupos sociais. Os santos (não pecadores) e os profanos (pecadores) são um exemplo nesse sentido.

O primeiro tinha os preceitos do cristianismo como guia para alcançar uma vida reta, já o segundo, deixava de lado tais princípios, passando a viver conforme suas regras. Tal divisão criou estereótipos, fazendo com que as pessoas olhassem aquelas que não pertencem a seus “grupos” como algo a ser combatido, dizimado.

A seguir, veja outros casos mais recentes tanto no mundo como no Brasil.

Cases históricos que refletem o preconceito

A teoria do branqueamento

Quem não se recorda da teoria do branqueamento trazida pelos europeus na época da colonização do Brasil, ou seja, nos anos 1500 e daí em diante?

A teoria em questão defendia que os brancos deveriam se relacionar com os negros com o objetivo de fazer com que estes mudassem a pigmentação de sua pele para uma cor mais clara.

O que, no início, parecia apenas uma ideia romântica, passou a ser vista pelos estudiosos, mais tarde, como uma prática eugenista que buscava eliminar os negros e fortalecer a supremacia da raça branca, com o argumento de que o padrão genético dos brancos era superior.

A aristocracia

A história revela diversos outros casos, como, por exemplo, a forma de vida da sociedade aristocrática, que definia quem era os senhores e os lacaios a partir da condição genética, ou seja, biológica. Somente os filhos dos senhores ocupavam posições de renome nesse tipo de sociedade. Aos demais, cabiam aceitar sua condição e se ocupar da posição de servir aos senhores.

O nazismo

Mais tarde, já no século XX, assistimos a outros episódios mais escandalosos, que refletem fortemente o preconceito.

O Nazismo foi um exemplo muito claro nesse sentido, com a ideia de Adolf Hitler sobre a raça ariana, de que esta era melhor do que outras, argumento que fez com que ele dizimasse milhões de pessoas, como judeus, negros, mulheres, gays, entre outros.

O caso Mayara Petruso

Um dos casos mais recentes que temos em relação ao preconceito, que, inclusive, ganhou repercussão nacional e internacional, foi o de Mayara Petruso.

A estudante de direito em questão usou seu perfil no Twitter para discriminar os nordestinos. Publicou a seguinte mensagem: “Nordestisno (sic) não é gente. Faça um favor a SP: mate um nordestino afogado!”. Devido a essa atitude, foi condenada a um ano e alguns meses de reclusão pela Justiça Federal de São Paulo pelo crime de discriminação étnica.

Conceito de preconceito: ampliando a visão

Apresentamos todos esses casos históricos, alguns mais antigos, outros mais recentes, para explicar que o conceito de preconceito é amplo e não se limita a casos pontuais, como geralmente é entendido.

Como vimos, o preconceito pode se manifestar por questões de origem étnica ou regional, gênero, cor, genética, raça, religião, entre outros.

Dito isso, podemos trazer a noção de preconceito formulada por um dos estudiosos mais respeitados da área, Gordon Allport.

Para o autor, tal prática social pode ser entendida como “uma atitude hostil ou preventiva a uma pessoa que pertence a um grupo, simplesmente porque pertence a esse grupo em detrimento do grupo que oprime.

Gordon Allport, complementa, afirmando que o preconceito ganha vida a partir da relação de grupos distintos e se manifesta de cinco maneiras: palavras negativas, discriminação, ataque físico, evitamento e, por fim, exterminação, o que foi o caso do Nazismo e do eurocentrismo.

Leis que combatem o preconceito e protegem as pessoas

Devido aos sucessivos casos de preconceito que o Brasil assistiu nas últimas décadas, foram criadas algumas leis com o objetivo de combater essa problemática social, como a lei 7.716, de 1989, que criminaliza tal prática, protegendo assim as pessoas.

O ART. 1 da referida norma diz que qualquer pessoa que cometa ato de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional, será punida. Isso vale não só para pessoas físicas, mas também para pessoas jurídicas, tanto de origem pública como privada, em seus atos diários.

Outra lei instituída pelo Governo Federal foi a de Nº 12.288, de 2010, que busca promover a igualdade racial, combatendo assim os casos de preconceitos e discriminação racial pelos quais o Brasil vem passando desde a colonização.

Como denunciar casos de preconceito

Existem diversas formas de denunciar o preconceito, seja este manifestado fisicamente ou por meio da web. Uma delas é acionando as delegacias especializadas em crimes de preconceito e delitos de intolerância, presentes em algumas capitais.

A de Brasília, por exemplo, fica localizada na rua Brigadeiro Tobias, 552, no Centro.

É também possível realizar a denúncia usando alguns canais online, disponibilizados por instituições como Ministério Público Federal  e Safernet, organização não governamental que reúne professores, pesquisadores e bacharéis em direito com o objetivo de promover os direitos humanos na internet.

Agora que sabe como denunciar casos de preconceito, faça valer seu direito e lute por uma sociedade melhor para todos. Independentemente de cor, raça, origem, religião, ideologia ou filosofia de vida, todos merecem ser respeitados. À terra tem uma área de 148 milhões de km², portanto, cabe todas as diferenças possíveis.

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